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Convivência na Escola
Olá, Professora! Olá, Professor!
Nesta seção, você encontrará materiais de apoio para subsidiar o planejamento pedagógico das aulas de Convivência em sua escola.
É importante lembrar que a convivência constitui uma dimensão essencial do currículo escolar. Aprender a conviver não acontece por acaso nem apenas quando surgem conflitos. Trata-se de uma aprendizagem que precisa ser intencional, contínua e cuidadosamente planejada, integrada ao cotidiano da vida escolar.
Com esse compromisso, dois grupos de pesquisa — o GEPEM (Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral – UNESP/Araraquara–UNICAMP) e o GEPEDEME (Grupo de Estudos e Pesquisas em Desenvolvimento Moral e Educação – UNESP/Bauru) — construíram uma proposta curricular voltada à aprendizagem da convivência para o trabalho com crianças de Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. O objetivo é identificar e organizar os conhecimentos, habilidades, atitudes e valores que precisam ser trabalhados de forma intencional ao longo da escolarização para que a convivência também ocupe seu lugar no currículo.
Você pode consultar aqui algumas propostas que os pesquisadores, as pesquisadoras, os alunos e as alunas de graduação em Psicologia e Letras da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp organizaram como exemplos aqui:

Um currículo para a promoção da convivência ética e prevenção da violência
O QUE É?

Coleção Currículo & Convivência
Um currículo para a promoção da convivência ética e prevenção da violência
Coleção Valores Sociomorais Reflexões para Educação
O que são valores? Onde e quando ocorrem? Todos possuem valores? De onde eles vêm?


Coleção Retratos da Convivência na Escola
Os retratos que queremos guardar para os próximos 50 anos não são mais de corpos quietos, obedientes, passivos diante do mundo. Os retratos da escola sem muros são de gente que convive e que faz dessa convivência a experiência que pode preservar a espécie humana, naquilo que ela tem de mais valor: ser HUMANA, o que quer dizer ser ÉTICA.
Estrangeiros na própria terra: convivência escolar e bullying na perspectiva da Psicologia Moral
A interação com os pares é elemento essencial para o desenvolvimento dos jovens e sobretudo, é elemento chave e procedimento eficaz para a redução dos problemas de convivência e exclusão social a que são acometidos. Contudo, esta é uma entre outras ações a serem organizadas na escola dentro de um programa cujas práticas sejam intencionais e planejadas para a promoção da não violência. A conquista de um clima relacional positivo dentro do ambiente escolar para a superação do bullying depende de um processo de estruturação de políticas institucionais que permitam os espaços de estudo por parte dos docentes e gestores, a coordenação de todos os que atuam na rede de proteção e a participação ativa e democrática de crianças e jovens na escola para que deixem de ser vistos como estrangeiros na própria terra.


O que cabe num abraço?
Caras alunas, caros alunos,
Esperamos que, na medida do possível, vocês estejam bem nestes tempos tão difíceis!
Este livreto é um presente para vocês. As atividades aqui descritas foram criadas por alunas e alunos, como vocês, que fazem parte de “Equipes de Ajuda”, um trabalho desenvolvido em algumas escolas do Brasil.
Inicialmente, em 2019, nosso grupo de pesquisas – o Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral (Gepem) – tinha como objetivo a implementação das Equipes de Ajuda nas escolas públicas estaduais de São Paulo, porém a pandemia e outras dificuldades enfrentadas nesse período impediram que esse sonho fosse concretizado.
Mesmo assim, por acreditarmos na força que vocês, alunas e alunos, têm de melhorar o clima relacional nas escolas e para que essa potência fosse multiplicada, demos um jeitinho para que vocês pudessem chegar mais perto desse sonho.
Assim, meninas e meninos que fazem parte dessa forma de Sistema de Apoio entre Iguais desenvolveram propostas de ações pensando neste momento difícil que estamos vivendo. São expressões de afeto, de empatia, de carinho e de apoio que podem ser realizadas também virtualmente, pois, apesar do distanciamento físico devido à pandemia, a convivência continuou existindo na telinha dos computadores e dos celulares, não é mesmo?
Temáticas como empatia, os diversos tipos de sofrimento emocional presentes nestes tempos e o poder que toda pessoa tem de ajudar os outros (o que se chama de pró-socialidade) compõem este conjunto de atividades.
Sabemos quanto o sofrimento de alunas e alunos tem se tornado frequente e, consequentemente, gerado angústia e preocupação por parte de professoras, professores, mães, pais ou responsáveis. Agradecemos especialmente, à Fundação Itaú Social e à Fundação Carlos Chagas por terem financiado este projeto. Nossa gratidão também à Editora Adonis, que investiu seu tempo e acreditou na força deste material que chega às mãos de vocês. Com este trabalho construído por muitas mãos, nós, do Gepem, temos um desejo profundo de que vocês possam experimentar um pouco mais de esperança de que tempos melhores virão. E que vocês possam experimentar e entender, como quem produziu este livreto, que “querer o bem a alguém” faz um bem danado pra gente mesmo!
Equipe do Somos contra o Bullying
Valorizando toda forma de ser: práticas da educação em direitos humanos
Em um cenário escolar marcado por violências explícitas e silenciosas, Valorizando toda forma de ser: práticas da educação em direitos humanos surge como um guia essencial para compreender, enfrentar e transformar a realidade das nossas escolas. A obra aborda temas urgentes como aporofobia, homofobia, misoginia, racismo e outras formas de preconceito que atravessam a vida de estudantes e educadores no Brasil contemporâneo.
A partir de dados atuais e reflexões consistentes, o livro apresenta práticas educativas inovadoras e preventivas, destacando iniciativas como as Comunidades de Cuidado e Apoio, que ressignificam o papel da juventude na construção de ambientes escolares mais seguros, inclusivos e afetivos.
Mais do que um diagnóstico, esta leitura é um convite à ação coletiva: um mapa de possibilidades para educadores, famílias, gestores e jovens que desejam cultivar a empatia, a solidariedade e a cultura de paz.

Adicione o texto do parágrafo aqui.

A Caixa de Cartas de Korczak e outras práticas reflexivas voltadas ao desenvolvimento moral de escolares do Ensino Fundamental I
A escola é o lugar no qual vivenciamos intensamente as interações sociais que têm início no seio familiar. O ambiente escolar rico em multiculturalidade proporciona à criança sua relação com diferentes culturas e contextos sociais. Nesse sentido, diante de tantas diferenças existentes entre indivíduos heterogêneos em um local de convivência intensa surgem os conflitos, pelo simples fato de sermos pessoas com singularidades que se destacam quando somos colocados em espaços coletivos. Portanto, os conflitos na escola não devem ser vistos como prejudiciais, mas como caminho para se repensar o trabalho do professor na busca da construção de relações éticas e, consequentemente, do desenvolvimento moral desses indivíduos por meio da escuta, reflexão, diálogo, respeito mútuo e cooperação. Pensando em como realizar essa construção dentro da escola apresentamos neste e-book a Caixa de Cartas proposta por Janusz Korczak (1997), organizada com práticas pedagógicas reflexivas alinhadas aos estudos de Jean Piaget (1994) sobre o desenvolvimento moral da criança. Para tanto, conjuntamente com a Caixa de Cartas também apontamos algumas atividades propostas pelo grupo de pesquisa GEPEM (Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral), coordenado pela pesquisadora Luciene Tognetta em seu material complementar “Mapa de Mim” (2020) da coleção Coragem Moleque (2020). Este material percorre uma trilha necessária dentro dessa proposta de pesquisa apontando um percurso que parte do conhecimento de si, passando pelo reconhecimento do outro, pelas formas de identificar e comunicar o que se sente, chegando em seu percurso final na construção dos nossos valores em busca da convivência ética. Neste sentido este e-book tem por objetivo apresentar a aplicação da pesquisa prática que aconteceu em um contexto de sala de aula real, e que busca nortear estudantes e professores sobre a utilização da Caixa de Cartas alinhada as demais práticas reflexivas em busca do desenvolvimento moral dos estudantes.
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