• Olá a todos e todas,

    Nossas pesquisas sobre o bullying têm evidenciado o quanto essa é uma violência silenciosa, velada e, por isso, de difícil identificação pelas autoridades escolares. Na maioria das vezes, quando a escola toma conhecimento do problema, ele já se encontra consolidado, produzindo impactos profundos e, muitas vezes, devastadores na vida dos estudantes envolvidos.

    No período pós-pandemia, outros fenômenos igualmente invisíveis — muitos deles estreitamente relacionados ao bullying — tornaram-se cada vez mais frequentes. A exclusão social, a solidão, a ansiedade, a autolesão, os pensamentos de morte e outras formas de sofrimento emocional passaram a compor um cenário preocupante, revelado por pesquisas nacionais e internacionais, que apontam um crescimento expressivo desses indicadores, sobretudo entre adolescentes, mas também entre crianças.

    Diante dessa realidade, torna-se urgente que as escolas contem com formas de intervenção que ultrapassem a lógica exclusivamente punitiva. Mais do que interromper uma violência, é preciso restaurar aquilo que foi rompido: o sentimento de pertencimento, os vínculos, a confiança, a dignidade e a esperança de quem sofreu. É nesse horizonte que se insere o Método de Preocupação Compartilhada (MPC), desenvolvido por Anatol Pikas na década de 1980 e introduzido no Brasil pela professora Luciene Tognetta, que o adaptou à realidade das escolas brasileiras a partir de anos de pesquisa e acompanhamento de casos.

    As propostas aqui reunidas estão em consonância com as diretrizes do Plano Nacional de Educação e com a Lei nº 14.811, de 2024, que reafirmam o caráter formativo da instituição escolar e orientam que as respostas às violências ocorridas nesse contexto privilegiem processos educativos, restaurativos e de proteção, em vez de práticas meramente criminalizantes.

  • DOCUMENTOS OFICIAIS

    Diante disso, selecionamos aqui, alguns documentos oficiais que servem como base de apoio e pesquisa: